O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed El Baradei, pediu nesta segunda-feira para que o Irã responda à proposta sobre seu programa nuclear. Esta é uma oportunidade única e passageira para mudar uma rota de confronto para uma de cooperação e, portanto, não deve ser desperdiçada, disse Baradei.


"Eu peço para que o Irã responda a minha proposta o mais rápido possível." Baradei disse ainda que a cooperação entre Irã e o ocidente "é primariamente uma questão de criar confiança, o que só pode acontecer por meio de diálogo".

A proposta

Grã-Bretanha, França e Rússia também pressionaram o Irã a dar uma resposta. O governo iraniano vem alegando "considerações técnicas e econômicas" para não se posicionar dentro dos prazos estabelecidos.

Pela proposta da AIEA, que tem o apoio americano, o urânio iraniano seria enviado à Rússia e à França para enriquecimento e voltaria ao país após ser transformado em combustível.

Até o fim do ano, o Irã mandaria à Rússia 1.200 kg, ou 70% de seu urânio. Desta forma, o Irã obteria o combústivel que necessita para suas instalações atômicas fornecendo ao mesmo tempo garantias ao ocidente de que não estaria usando o urânio enriquecido para a construção de armas.

"O ponto central permanece sendo que ambos os lados precisam oferecer garantias", disse Baradei. Mas o Irã disse querer que a ONU estabeleça uma comissão fiscalizadora para revisar o acordo.

Até a resposta da ONU, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, o país continuará a enriquecer urânio.

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