Agência federal americana negociou resgate em seqüestro no México

Washington, 27 jun (EFE) - A agência de imigração e alfândegas dos Estados Unidos, a pedido de um membro do Congresso, ajudou na negociação e pagamento de resgate de uma mulher seqüestrada no México, afirmou hoje o jornal The Washington Times.

EFE |

A política do Governo dos Estados Unidos, desde a década de 1970, proíbe a negociação com seqüestradores que exijam resgate por cidadãos americanos.

Segundo o jornal, a mexicana Erika Posselt "descrita só como parente da esposa do representante democrata Silvestre Reyes, do Texas, foi seqüestrada em 19 de junho de uma oficina de janelas para automóveis, de sua propriedade, em Juárez".

Posselt ficou em poder dos seqüestradores durante três dias e os agentes da Direção de Imigração e Alfândegas (ICE, em sigla), a pedido de Reyes, ajudaram a soltá-la, aponta o jornal.

O escritório de Reyes e da ICE não responderam a perguntas sobre o suposto caso.

Os seqüestradores, acrescentou o "Washington Times", que exigiram US$ 500 mil pela liberdade de Posselt e ameaçaram matá-la, "negociaram com o irmão da mulher em Juárez e aceitaram libertá-la em troca de US$ 32 mil em moeda americana e mexicana".

"Segundo um memorando confidencial da ICE, era possível ouvir os gritos de Posselt durante uma conversa telefônica entre o irmão e os seqüestradores", destacou o jornal.

A família reuniu o dinheiro e, em 21 de junho, dois homens em uma motocicleta coletaram o resgate na esquina de duas ruas em Juárez, "mas fugiram em alta velocidade e conseguiram escapar dos investigadores que vigiavam o lugar", acrescentou.

Reyes, que preside o Comitê Permanente da Câmara de Representantes sobre Inteligência, foi chefe de um setor de vigilância da Patrulha de Fronteiras. EFE jab/db

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