Agência da ONU faz proposta sobre programa nuclear iraniano

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) entregou nesta quarta-feira a representantes da ONU, do Irã e de outros três países uma proposta para resolver o impasse gerado pelo programa nuclear iraniano. A proposta foi distribuída para negociadores do Irã, França, Estados Unidos, Rússia e das Nações Unidas.

BBC Brasil |

A AIEA espera uma resposta dos países até sexta-feira. Negociadores estão reunidos esta semana em Viena, na Áustria, para discutir o programa nuclear iraniano.

O diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei, disse que está "otimista" depois de ter realizado conversas "muito construtivas".

Enriquecimento russo
"Todos no encontro estavam tentando ajudar, tentando olhar para o futuro, e não para o passado, tentando curar as feridas que existem há muitos anos", disse ele a jornalistas.

"Eu circulei uma proposta que na minha opinião reflete uma abordagem equilibrada sobre como seguir adiante."
Os detalhes da proposta não foram revelados oficialmente, mas representantes do setor nuclear russo disseram à BBC que ela prevê que o Irã envie o seu urânio para a agência da ONU, que o repassaria à Rússia para enriquecimento.

O urânio enriquecido seria então retornado à AEIA e enviado à França, para que elementos necessários para utilização em usinas iranianas sejam adicionados.

Esse processo daria acesso ao Irã a urânio enriquecido suficiente para uso pacífico e seria insuficiente para a produção de armas nucleares.

O Irã garante que seu programa tem apenas fins pacíficos e que o país precisa do combustível nuclear para a sua matriz energética. Países ocidentais suspeitam que o Irã quer produzir armas nucleares.

El-Baradei disse que há questões técnicas, legais e políticas para serem tratadas, assim como "questões de sigilo e confiança".

"É por isso que levou algum tempo e por isso que nós precisamos enviar o acordo para as capitais [dos países] para aprovação final", disse.

"Eu espero muito que o povo veja a grande vantagem - que este acordo poderia abrir caminho para uma completa normalização das relações entre o Irã e a comunidade internacional."

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