Africanos, muçulmanos e Vaticano contrários a reconhecer a homossexualidade

Os países africanos, os países muçulmanos e a Santa Sé rejeitaram em bloco nesta quarta-feira, na ONU, o reconhecimento da homossexualidade, opondo-se categoricamente à defesa da livre orientação sexual em um projeto de texto em processo de elaboração.

AFP |

Encabeçados pela África do Sul, os países do grupo africano, assim como os muçulmanos, entre eles o Irã, a Arábia Saudita e a Indonésia, e a Santa Sé, se opuseram ferrenhamente que este projeto de declaração, que deve ser adotado em abril durante a conferência de Genebra sobre racismo, mencione esse conceito.

A homossexualidade é considerada um delito em inúmeros países africanos e muçulmanos.

Os representantes dos países ocidentais, entre eles os Estados Unidos, e os latino-americanos, defendem a livre orientação sexual nesse texto.

Em seu estado atual, o projeto de declaração propõe "condenar todas as formas de discriminação e todas as outras formas de violação baseadas na orientação sexual".

Ante a falta de um acordo, as discussões foram adiadas para uma data posterior.

sga/cn/fp

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