Toyako (Japão), 7 jul (EFE).- Os países da África pediram hoje que o Grupo dos Oito (G8) exerça sua liderança nas conversas entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e as economias africanas mais debilitadas pelos altos preços da commodity.

O porta-voz do Ministério de Exteriores japonês, Kazuo Kodama, disse à Agência Efe que a delegação africana participante na cúpula realizado em Hokkaido solicitou ao G8 (Sete países mais industrializados e a Rússia) que intervenha no diálogo entre produtores e consumidores para ajudar aos países africanos.

Durante a reunião de ministros de Finanças do G7 em fevereiro, em Tóquio, os países mais industrializados já haviam pedido aos exportadores de petróleo um aumento da produção para reduzir o preço do barril da commodity, que hoje custa o dobro em relação aos valores registrados durante a cúpula do G8 de 2007, na Alemanha.

Na ocasião, um comunicado oficial encorajou "os países da Opep e outros produtores de petróleo" a "aumentarem sua produção".

Por outro lado, os sete países africanos presentes na cúpula de Hokkaido, entre eles a Nigéria, único membro da Opep que participa da Cúpula, e a Argélia, produtora de gás, pediram ao G8 que cumpra com suas promessas de ajuda humanitária para o continente.

A África e o crescente preço do petróleo foram dois dos principais assuntos abordados durante a sessão inaugural da Cúpula de Hokkaido, junto a outros temas como a mudança climática e a segurança alimentar.

O G8 manteve conversas com sete países africanos para escutar as necessidades e as preocupações do continente, em especial sobre a crise do Zimbábue.

O G8 e os países africanos diferiram sobre a conveniência de impor sanções ao Zimbábue após o polêmico pleito em que Robert Mugabe se proclamou vencedor.

Os EUA taxaram as eleições do país africano de "farsa" e anunciaram sanções ao regime de Mugabe.

Já a União Africana (UA) considerou que a solução para a crise no Zimbábue seria a formação de um Governo de união nacional entre o partido de Mugabe e a legenda opositora. EFE fab/rr

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