África Meridional buscará fundos para reconstrução do Zimbábue

Johanesburgo, 27 fev (EFE).- A Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC, na sigla em mês) fará uma cúpula extraordinária a fim de buscar fundos para a reconstrução do Zimbábue, conforme decidiu hoje o Conselho de Ministros da Organização, reunido na Cidade do Cabo.

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No entanto, segundo a imprensa sul-africana, o Conselho não se comprometeu a fornecer os US$ 2 bilhões pedidos pelo Governo do Zimbábue, país imerso no caos econômico e humanitário.

Entre outras coisas, a ONU calcula que 7 milhões de seus 12 milhões de habitantes do país precisarão de ajuda alimentícia internacional para sobreviver este ano.

A derrubada da infraestrutura do país, especialmente no saneamento, levou à expansão de uma epidemia de cólera que nos últimos meses infectou mais de 83 mil pessoas e matou cerca de 4 mil, enquanto o desemprego alcança 94% e a inflação se calcula em milhões por cento.

A ministra sul-africana de Relações Exteriores, Nkosazana Dlamini Zuma, disse hoje, ao término da reunião do Conselho, que considerarão os pedidos de financiamento urgente remetidos pelo Zimbábue, mas não disse nem a data nem o lugar onde se deve reunir a Cúpula da SADC.

No meio da caótica situação, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que governa o país desde sua independência em 1980 e é acusado de graves violações dos Direitos Humanos, realizará amanhã a festa de seu 85º aniversário, para cuja organização seus seguidores gastaram US$ 250 mil, segundo informou hoje a imprensa oficial do país.

Tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia e outros países mantêm as sanções impostas ao regime do Zimbábue chefiado por Mugabe, até ver a evolução do Governo de união nacional formado este mês com o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, sobre o qual se mostraram reticentes. EFE cho/jp

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