África é ameaçada por novas doenças, adverte estudo

As regiões Central e Ocidental da África estão ameaçadas pelo surgimento de novas doenças, adverte um estudo que será publicado nesta quarta-feira pela Real Sociedade britânica.

AFP |

Os desmatamentos nas duas regiões estão reduzindo o hábitat dos animais selvagens e aumentando assim a probabilidade de contato entre os micróbios que carregam e a população humana, que cresce rapidamente.

O maior risco é que estes micróbios passem de primatas como chimpanzés e gorilas para os humanos, que têm biologia similar, mas respostas imunitárias diferentes aos mesmos agentes infecciosos, destacam os autores do estudo.

O vírus da Aids (HIV), que já matou 25 milhões de pessoas em todo o mundo, tem sua origem, quase certamente, em um vírus do chimpanzé.

Os pesquisadores destacam que os vírus são inclinados a superar as barreiras das espécies e a se adaptar a novos hóspedes quando há proximidade geográfica.

"O vírus da gripe aviária, o vírus do Nilo Ocidental e o vírus Hendra superaram grandes distâncias na árvore da evolução até chegar ao homem", diz um dos autores do estudo, Jonathan Davies, da Universidade da Califórnia (Santa Bárbara, EUA).

Os pássaros são um reservatório natural para o vírus do Nilo Ocidental e da gripe aviária, enquanto os morcegos transmitem o vírus Hendra, que provoca doenças respiratórias.

"Os pontos quentes de futuras enfermidades poderão surgir onde os humanos estão em estreita proximidade com primatas selvagens, como é cada vez mais frequente nas selvas da África Central e Ocidental, devido ao rápido aumento da população humana e da falta de recursos", destaca Amy Pedersen, da Universidade de Sheffield (Grã-Bretanha).

plh/LR

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