A cidade portuária de Durban, no leste da África do Sul, foi paralisada nesta quarta-feira por uma manifestação contra a alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis, que reuniu milhares de pessoas.

Na véspera, militantes ameaçaram queimar os táxis coletivos que não participassem do movimento de greve. A polícia não registrou nenhum ato de violência, mas as lojas ficaram fechadas e as estradas praticamente desertas.

A manifestação foi organizada a pedido da poderosa Confederação dos sindicatos sul-africanos (Cosatu) para protestar contra a disparada dos preços do petróleo, dos alimentos e da eletricidade. A inflação aumentou para 11,1% em abril na África do Sul.

"Os mais pobres dos mais pobres são severamente atingidos pelo aumento do custo de vida nesse país", declarou o presidente da Cosatu, Sdumo Dlamini, ao final da manifestação. "Pedimos ao governo que adote medidas para impedir os mais pobres de morrer de fome", acrescentou.

A Cosatu, parceira da coalizão governista, prevê atos como o de hoje em várias províncias do país em julho, antes de uma jornada de ação nacional em agosto.

Quarta-feira, a cidade de Cap (sudoeste) assistiu a uma manifestação, mas somente duas mil pessoas participaram, sob chuva forte.

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