África do Sul e Angola reforçam ligações bilaterais

Luanda, 20 ago (EFE).- O presidente sul-africano, Jacob Zuma, elogiou hoje os esforços do líder angolano, José Eduardo dos Santos, para conseguir o desenvolvimento dos países do sul da África e defendeu o fortalecimento das ligações econômicas bilaterais de Angola e África do Sul.

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"Encaramos muitos desafios, mas estou convencido de que, com o papel desempenhado pelo presidente Dos Santos na região, nossos dois países poderão cooperar mais estreitamente para poder avançar", disse Zuma no Parlamento angolano no primeiro dia de sua visita de Estado a Angola.

Esta é a primeira visita oficial ao exterior que Zuma faz desde que tomou posse como presidente da África do Sul, em maio.

O chefe de Estado sul-africano, que é também o presidente temporário da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), viajou para Angola acompanhado de uma grande comitiva ministerial e empresarial.

Zuma e Dos Santos presidiram conjuntamente a cerimônia na qual as delegações assinaram acordos bilaterais nas áreas das consultas diplomáticas e dos serviços aéreos, assim como memorandos de entendimento sobre comércio, indústria, desenvolvimento comunitário e esportes e recreação.

"Nossos dois países devem insistir no reforço de suas relações bilaterais e coordenar seus esforços em assuntos como as reformas das instituições multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o G8 (Grupo dos Oito, que reúne as sete nações mais ricas e a Rússia) e órgãos financeiros internacionais", disse Zuma.

No discurso, o presidente sul-africano elogiou o papel de Angola nas iniciativas de paz no centro e sul da África e o apoio das autoridades de Luanda a República Democrática do Congo, Costa do Marfim e São Tomé e Príncipe.

Zuma pediu ainda que os países ocidentais retomem a assistência financeira ao Zimbábue, país mergulhado em uma crise econômica desde o começo do século por causa de uma caótica reforma agrária que quase destruiu totalmente a agricultura nacional. EFE ms/db

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