África diz que sanções da UE e dos EUA foram decisivas em acordo

Bruxelas, 16 set (EFE).- As sanções da UE e dos Estados Unidos foram decisivas no acordo assinado na última segunda no Zimbábue para formar um Governo de União Nacional, afirmou hoje o presidente da União Africana (UA), Bernard Membe.

EFE |

"As sanções impostas recentemente pela União Européia (EU) e pelos EUA tiveram um papel-chave", declarou Membe, presidente rotativo da UA, em entrevista coletiva realizada por ocasião de uma reunião ministerial com a troika da UE.

Membe, ministro de Relações Exteriores da Tanzânia, afirmou que "o papel significativo" destas sanções se uniu à "persistência" do líder da oposição democrática do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, que sempre defendeu a obtenção de um papel "de igual para igual" diante do presidente, Robert Mugabe.

Em virtude do acordo assinado ontem, Mugabe continua como presidente e Tsvangirai se tornou o primeiro-ministro.

O ministro de Cooperação da França, Alain Joyandet, afirmou em nome da Presidência rotativa da UE que esperar ver como se aplica o acordo na prática antes de suspender as sanções e aprovar ajudas econômicas ao empobrecido Zimbábue.

A UE e a UA repassaram hoje a cooperação conjunta, o andamento da negociação para novos acordos comerciais e a situação em países como o Zimbábue, a Mauritânia e o Sudão.

Membe condenou o golpe militar do mês passado de agosto contra o regime democrático e mostrou a satisfação da UA com a recente decisão da UE de lançar consultas com este país (segundo os acordos de Cotonou) que podem levar a uma suspensão da cooperação com o atual Governo de Nuakchott. EFE rcf/fal

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