Afegãos querem exumar corpos para provar morte de civis

Por Sharafuddin Sharafiyaar AZIZABAD, Afeganistão (Reuters) - Parentes de afegãos mortos por um bombardeio norte-americano na província de Herat (oeste) propuseram na terça-feira a exumação dos corpos para provar que houve um massacre de civis.

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O bombardeio de 22 de agosto na localidade de Shindand deixou os afegãos indignados e provocou atritos entre as forças da coalizão liderada pelos EUA, de um lado, e o governo afegão e a ONU, que dizem ter havido mais de 90 civis mortos.

Os militares dos EUA, que haviam contestado o número, prometeram investigar novamente o incidente, depois de surgirem mais indícios de mortes civis no bombardeio contra a aldeia de Azizabad.

'Estamos prontos para abrir cada cova e mostrar aos norte-americanos que civis, inclusive mulheres e crianças, foram mortos nos bombardeios', disse à Reuters por telefone o idoso Gul Ahmad Khan, que afirmou ter perdido três filhos no ataque.

Mas Khan, que representou a aldeia na semana passada durante uma visita de solidariedade do presidente Hamid Karzai, disse que os EUA deveriam se comprometer a retirar todas as suas forças do Afeganistão se ficar comprovado que civis morreram no ataque.

'Vamos lhes dar as boas vindas se eles visitarem nossa aldeia para investigar. Mas precisamos ter um acordo antes: se ficar provado que os americanos erraram, eles devem sair do Afeganistão envergonhados.'

Os militares dos EUA inicialmente disseram que o alvo do ataque era um comandante do Taliban. Na versão original, o bombardeio teria matado entre 30 e 35 militantes, e de 5 a 7 civis.

Moradores disseram que a coalizão ocidental recebeu pistas falsas sobre a presença do Taliban na aldeia. Eles também pediram ao governo afegão que puna os responsáveis pelo suposto massacre.

(Reportagem adicional de Sayed Salahuddin)

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