O Afeganistão deve demorar pelo menos 15 anos até se tornar capaz de sustentar suas próprias forças de segurança, disse nesta terça-feira o presidente do país, Hamid Karzai. Esperamos que a comunidade internacional e os Estados Unidos, como nosso mais importante aliado, ajudem o Afeganistão a manter uma força, disse ele após encontro com o secretário de Defesa americano, Robert Gates, em visita a Cabul.

"O Afeganistão quer assumir a responsabilidade de pagar por suas forças, mas isso não vai acontecer nos próximos 15 anos", disse ele.

Gates disse que os Estados Unidos não vão abandonar o Afeganistão como fizeram em 1989, quando houve a retirada das tropas soviéticas do país.

"Queremos ser parceiros (dos afegãos) por muito tempo", disse Gates.

Derrota
Ambos concordaram que o fortalecimento das forças de segurança permanece uma prioridade para o Afeganistão.

O secretário de Defesa disse esperar que o novo ministério a ser anunciado por Karzai já reflita a necessidade de se combater a corrupção no país.

Na segunda-feira, o prefeito de Cabul, Mir Ahad Sahebi, foi o primeiro alto membro do Executivo a ser condenado por apropriação de dinheiro público.

Também nesta terça-feira, Karzai condenou a morte de seis civis, incluindo uma mulher, supostamente em decorrência de uma operação liderada pelas tropas da Otan na província de Laghman (leste do país).

Uma porta-voz da Otan disse que a operação matou sete militantes e capturou outros quatro, negando a morte de civis.

Na semana passada, o presidente americano, Barack Obama, anunciou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao Afeganistão e a possibilidade de que a retirada das tropas do país comece em 18 meses.

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