Afeganistão: Otan promete mais esforços civis e militares

O novo secretário-geral da Otan (Organização para o Tratado do Atlântico Norte), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, prometeu nesta quarta-feira em Cabul mais esforços militares para combater a insurgência no Afeganistão, mas também concordou que os diálogos de paz com alguns grupos podem ser uma boa opção para conter a violência.

AFP |

Segundo uma fonte da Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf), subordinada à Otan, Rasmussen está percorrendo instalações e se reunindo com altos oficiais afegãos.

Ao assumir o cargo, Rasmussen defendeu um compromisso forte da Aliança no Afeganistão para evitar que este país volte a ser "o epicentro do terrorismo internacional".

Rasmussen disse, em entrevista à imprensa junto ao presidente afegão, Hamid Karzai, que está preparado para dar "passos pragmáticos" para acabar com a violência no Afeganistão.

"Acredito que é pré-requisito para o governo afegão conduzir as conversas e as negociações na direção de uma posição de força. Não há, em absoluto, outra alternativa para os esforços militares contínuos e reforçados", disse.

Outra condição deve ser que os grupos que decidirem conversar entreguem as armas e acatem as leis deste país.

A viagem do novo diretor da aliança coincide com o anúncio das autoridades afegãs de que suas tropas estão lutando em várias frentes para assegurar áreas estratégicas das eleições de 20 de agosto. Elas revelaram planos estritos para proibir o trânsito e mobilizar tropas para proteger a votação.

Karzai, que busca sua reeleição, foi partidário durante anos das conversas com insurgentes que acreditam na constituição democrática redigida com o fim do regime autoritário talibã, graças à invasão liderada pelos EUA em 2001.

Rasmussen disse que a Isaf fará tudo o que for possível para evitar ataques durante as eleições.

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