Afeganistão inicia registro de candidaturas às eleições parlamentares

Cabul, 20 abr (EFE).- A Comissão Eleitoral do Afeganistão (IEC) anunciou hoje o início do processo para o registro de candidatos às eleições parlamentares previstas para 18 de setembro.

EFE |

O porta-voz do organismo, Noor Mohamed Noor, explicou à Agência Efe por telefone que o prazo de apresentação de candidaturas nas 34 províncias do Afeganistão será encerrado em dez dias.

O eleitorado afegão irá às urnas em setembro para escolher os 249 novos deputados da Câmara Baixa do país.

Há três dias o presidente afegão, Hamid Karzai, nomeou o novo chefe da IEC, Fazel Ahmed Manawi, antigo membro do organismo e ex-vice-presidente do Tribunal Supremo. Manawi substitui Azizullah Ludin, que pediu demissão após ser bastante criticado por falta de neutralidade.

Karzai renovou no mesmo dia os funcionários da Comissão de Apelação (ECC), órgão que revelou a fraude eleitoral das eleições presidenciais de agosto de 2009, nas quais centenas de milhares de cédulas, a maioria favorável a Karzai, foram canceladas.

O presidente designou Ahmed Zia Rifat, Shah Sultan Akifi e Said Murad Sharif como os três novos membros afegãos da ECC. As outras duas cadeiras do órgão deverão ser ocupadas por membros da ONU, seguindo uma fórmula parecida à de 2009.

No entanto, a composição do órgão foi motivo de controvérsia, pois o Parlamento se opôs a um decreto aprovado por Karzai para nomear pessoalmente os cinco membros da ECC. Essa oposição incomodou o presidente e o levou a fazer críticas ao Ocidente por supostamente pressionar os deputados.

Os Estados Unidos mostraram receio com as eleições de setembro após a fraude do pleito presidencial. Por isso, os EUA consideram que é cedo demais para realizá-las, embora a data inicialmente prevista fosse maio.

A missão da ONU no Afeganistão insistiu durante os últimos meses que essas eleições, junto à assembleia de paz prevista para 2 de maio e a Conferência de Cabul de 20 de julho, são os grandes desafios políticos que o país deve enfrentar este ano.

A ONU, cuja participação é essencial na organização do pleito, retirou no ano passado boa parte de seus funcionários estrangeiros do Afeganistão por motivos de segurança.

Já as forças internacionais mobilizadas no país aumentaram seus soldados em quase 40 mil para enfrentar a insurgência presente em 80% do território afegão. EFE lo-amp/sa

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