Por Claudia Parsons NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Afeganistão e o Paquistão ocuparam na quarta-feira a tribuna do Conselho de Segurança da ONU para se recriminarem mutuamente pela violência nos dois países e cobrarem mais ajuda dos vizinhos no combate ao terrorismo.

Os respectivos chanceleres discursaram em Nova York dois dias depois de um carro-bomba matar dezenas de pessoas junto à Embaixada da Índia em Cabul, no ataque mais violento na cidade desde o fim do regime Taliban, em 2001.

O paquistanês Shah Mehmood Qureshi defendeu a adoção de medidas para reforçar a confiança e pediu o fim das 'declarações provocativas'. 'Claramente, precisamos fazer mais para superar as suspeitas e a desconfiança', disse ele.

Já o afegão Rangeen Dadfar Spanta elogiou as recentes eleições no Paquistão, que segundo ele mostraram que o povo 'disse não ao terrorismo'.

De acordo com o ministro afegão, um dos principais fatores para a deterioração da segurança no seu país é a trégua informal nas áreas tribais 'além das fronteiras' -- uma clara referência ao Paquistão.

Desde que chegou ao poder, em março, o novo governo paquistanês iniciou, por meio de dirigentes tribais, um diálogo com o líder paquistanês do Taliban, Baitullah Mehsud, radicado na remota região tribal do Waziristão do Sul.

Em junho, o presidente afegão, Hamid Karzai, disse que poderia enviar tropas para combater o Taliban no Paquistão.

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