Presidente afegão negou várias das informações críticas ao seu Governo, em particular as do embaixador americano

O presidente afegão, Hamid Karzai, e o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Guilani, de visita a Cabul, criticaram neste sábado os documentos diplomáticos publicados pelo WikiLeaks. Em entrevista coletiva conjunta em Cabul, os governantes constataram a progressiva melhoria das relações entre os dois países - com uma áspera história diplomática - e admitiram a responsabilidade que têm para garantir a estabilidade do vizinho.

"Seja qual for a intenção do WikiLeaks, favoreceu as relações entre Afeganistão e Paquistão", sustentou Karzai. O presidente afegão negou várias das informações críticas ao seu Governo, em particular as do embaixador americano Karl Eikenberry, autor dos telegramas mais duros, nos quais inclusive fala das "paranoias" de Karzai.

À margem dos vazamentos diplomáticos, os líderes falaram sobre o combate ao terrorismo, apesar de no passado terem sido comuns um atribuir ao outro país os problemas domésticos com os movimentos insurgentes.

Desde que Asif Ali Zardari chegou à Presidência paquistanesa e começou uma relação cordial com Karzai, os laços entre os países se estreitaram, embora persista uma antiga desconfiança mútua, centrada no suposto apoio dos serviços secretos paquistaneses a grupos islamitas no Afeganistão.

O primeiro-ministro paquistanês, que chegou neste sábado a Cabul e voltará a Islamabad no domingo, ofereceu aplicar o acordo de livre-comércio selado entre as duas nações, conectá-las com melhores infraestruturas e elevar o comércio bilateral dos atuais US$ 2 bilhões para US$ 5 bilhões até 2015.

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