Afeganistão é missão da Otan e não uma batalha americana, diz Obama

WASHINGTON - O presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira que a guerra no Afeganistão não é uma batalha americana e, sim, uma missão da Otan, ao se reunir com o chefe da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, no Salão Oval da Casa Branca.

Redação com agências internacionais |

AP
Rasmussen e Obama se encontram no Salão Oval da Casa Branca

Rasmussen e Obama se encontram no Salão Oval da Casa Branca

"Esta não é uma batalha americana, é uma missão da Otan", declarou Obama aos jornalistas. "Estamos trabalhando ativa e diligentemente para consultar com a Otan em cada etapa do processo".

Rasmussen concordou que a "operação no Afeganistão não é responsabilidade apenas dos Estados Unidos". "Continuará sendo um esforço de equipe", afirmou o secretário-geral da aliança.

Horas antes, em seu discurso no Conselho do Atlântico em Washington, Rasmussen pediu que os países europeus fiquem ao lado das forças americanas no Afeganistão. Atualmente cem mil soldados de mais de 40 países estão no país. Mais de 60 mil são americanos.

Os comandantes militares americanos afirmam que serão necessários mais soldados, mas o presidente Barack Obama afirma que não tomará a decisão de enviar mais tropas até que seja feita uma revisão da estratégia para o país centro-asiático.

O secretário-geral da Otan disse estar de acordo com o líder norte-americano. "Primeiro a estratégia, depois os recursos", afirmou Rasmussen.

Dia de violência

As declarações foram feitas em um dia marcado pela violência no Afeganistão. Na província de Farah, oeste do Afeganistão, 40 talebans morreram e outros 13 ficaram feridos em uma operação do Exército afegão e das tropas americanas.

Em outro episódio, no sul do país, pelo menos 30 pessoas que viajavam em um ônibus morreram depois da explosão de uma bomba em uma estrada.

O ministério informou que o ônibus viajava da cidade de Herat, no noroeste afegão, para Candahar, no sul, quando foi atingido. Dez crianças e sete mulheres estariam entre os mortos.

O governo da província de Candahar responsabilizou o Taleban por ter colocado a bomba na estrada, mas o grupo ainda não se manifestou sobre o incidente.

O correspondente da BBC em Cabul, Martin Patience, afirmou que o Taleban usa com cada vez mais frequência os ataques com bombas nas estradas em atentados contra as forças estrangeiras que estão no país.

Os civis são cada vez mais atingidos pela violência, de acordo com Patience. A ONU informou que mais de 1,5 mil afegãos foram mortos em 2009, a maioria em ataques de insurgentes.

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