O comandante das tropas americanas e da Otan no Afeganistão defendeu em um relatório uma revisão da estratégia das forças internacionais, pois o ano 2009 já é o mais sangrento para os soldados estrangeiros em oito ano de conflito.

Este anúncio feito nesta segunda-feira coincide com uma opinião pública nos países ocidentais, principalmente nos EUA, majoritariamente contra o compromisso de seus soldados nesta guerra contra os talibãs, que só vêm ganhando força e intensidade.

A imprensa internacional informou com insistência nos últimos meses que o general americano Stanley McChrystal, comandante das forças americanas e da Otan no Afeganistão, poderia reivindicar reforços extras, mas seu relatório "não contém pedidos" neste sentido, declarou nesta segunda-feira o porta-voz da Otan.

"A situação no Afeganistão é grave, mas a vitória ainda é possível e requer uma revisão da estratégia, do envolvimento e da determinação, assim como uma melhor coordenação dos esforços", declarou o general McChrystal, citado nesta segunda-feira em um comunicado da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan.

Ele enviou seu relatório de avaliação estratégica do conflito afegão no comando militar para o Iraque e o Afeganistão, ao general americano David Petraeus, para que ele o comente antes de transmitir ao secretário americano da Defesa, Robert Gates e para os secretário geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou o comunicado.

O documento terminará, sem dúvida, até o fim do mês, no escritório do presidente americano Barack Obama, que pede, desde sua chegada à Casa Branca, uma mudança estratégica no Afeganistão.

"Este documento deve permitir a adoção de um novo plano da Otan e do presidente e dos extremistas internacionais, a apoiar o aumento dos efetivos das forças de segurança afegãs, e de melhorar a governança e o desenvolvimento sócio econômico", explica a Isaf.

No fim da primavera (no Hemisfério Norte), o presidente Obama já havia ordenado o envio de 21.000 soldados para reforço, elevando o contingente americano a 62.000 homens.

Mas sua estratégia é cada vez mais contestada nos EUA, mesmo dentro de seu próprio Partido Democrata, e anunciar novos reforços pode ser mal visto pelos americanos.

Após oito anos de presença, as forças internacionais (100.000 homens agora) encontram dificuldades para acabar com a insurreição dos talibãs que ganhou terreno e força nos últimos dois anos.

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