Afeganistão: 500 talibãs se reúnem perto de Kandahar

Cerca de 500 talibãs se juntaram nesta segunda-feira perto de Kandahar, no sul do Afeganistão, três dias depois da fuga de mil presos de uma penitenciária desta cidade, informou a polícia.

AFP |

"Nos preparamos para lançar uma operação contra eles", declarou à AFP o chefe de polícia da província de Kandahar, Sayed Agha Saqeb.

Saqeb disse que dezenas de famílias já fugiram dos dois povoados do distrito de Arghandab, perto da principal cidade do sul, onde os talibãs se reuniram.

O chefe da polícia não soube informar se os talibãs são os mesmos responsáveis pela fuga em massa na noite de sexta-feira.

O general Carlos Branco, porta-voz da Isaf, a Força Internacional de Assistência à Segurança da Otan, afirmou que os talibãs não tomarão o controle da área.

"Não venham com essas afirmações funestas de que o distrito Arghandab está a ponto de cair nas mãos dos talibãs. Isso não faz sentido", insistiu Branco em uma entrevista coletiva.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o exército afegão anunciaram ter enviado reforços à região "para fazer frente às ameaças potenciais" após a fuga em massa de prisioneiros.

Na mesma entrevista, Mark Laity, porta-voz civil da Otan, justificou o reforço de tropas no sul pela fuga, que "pôs em circulação de um monte de gente que antes não estava. É claro que temos que responder a essa ameaça".

O porta-voz do ministério da Defesa afegão, o general Mohamad Zahir Azimi, disse por sua vez que várias unidades adicionais já chegaram à província meridional e que outras estão a caminho.

Azimi explicou que o fortalecimento do contingente do sul tem como objetivo uma "caça" aos que escaparam e "limpar" os inimigos da província.

"A caça aos prisioneiros fugitivos certamente continuará. Se o inimigo tentar qualquer movimento será combatido", afirmou Azimi.

"Garantimos ao povo do Afeganistão e ao de Kandahar em particular que a operação de limpeza continua e continuará", acrescentou.

A fuga foi um duro golpe para o presidente Hamid Karzai, um dia depois de uma promessa da comunidade internacional, reunida em Paris, de 20 bilhões de dólares para o país, com a condição de que o governo fortaleça o estado de direito.

Apesar da presença de uma força internacional, composta por 70.000 soldados, a insurgência contra o governo central voltou a ganhar força nos últimos dois anos.

bur-sak/ap

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