Aeroportos de Buenos Aires voltam a operar após cinzas

Durante o dia, nuvens expelidas por vulcão Puyehue forçaram cancelamento da maioria dos voos do Brasil para quatro países

iG São Paulo |

Os aeroportos de Buenos Aires voltaram a operar na tarde desta terça-feira, após terem sido superadas as más condições provocadas por uma nuvem de cinzas expelida pelo vulcão chileno Puyehue, informou a Aviação Civil do país. Dezenas de voos que haviam sido cancelados durante o dia, incluindo 30 internacionais, começaram a ser reprogramados. Apesar disso, continuam suspensos os voos a várias cidades da Patagônia, no sul do país.

"O aeroporto de Ezeiza e o Aeroparque Jorge Newbery se encontram abertos e operantes. Em Ezeiza estão reprogramados vários voos ao exterior", disse a Administração Nacional da Aviação Civil (Anac) em sua página na web.

As empresas locais Aerolineas Argentinas e sua subsidiária Austral informaram que, "tendo em vista a melhora das condições meteorológicas pela dispersão da nuvem vulcânica e por se encontrarem plenamente garantidas as condições de segurança, serão retomadas paulatinamente as operações".

Uma nuvem de cinzas havia percorrido o território argentino na direção sudoeste-noroeste, desde o sábado, quando entrou em erupção o vulcão Puyehue (Chile), causando diversos transtornos às localidades turísticas cordilheiras e forçando a suspensão dos voos em Buenos Aires e em outras cidades.

Suspensão de voos do Brasil

Durante o dia, as nuvens de cinza do vulcão, que dificultam a visibilidade, forçaram o cancelamento da maioria dos voos do Brasil programados para esta terça-feira com destino aos aeroportos de Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Santiago do Chile.

Segundo boletim atualizado pela Infraero às 18h, 56 dos 146 voos internacionais partindo do Brasil com decolagem ou aterrissagem previstas para a manhã e a tarde desta terça-feira (ou 38,4%) foram cancelados por diferentes razões.

A assessoria de imprensa da Infraero esclareceu que o cancelamento da maioria dos voos obedeceu decisão das companhias aéreas de abster-se de voar para as regiões com dificuldades de visibilidade pela expansão das cinzas lançadas pelo Puyehue.

A companhia aérea mais prejudicada foi a TAM, que informou em comunicado que, pelo menos até as 12h30 desta terça-feira, cancelou um total de 35 voos, 11 que sairiam de São Paulo e nove de Buenos Aires. Os voos cancelados pela TAM também estavam programados para deixar Assunção (seis), Rio de Janeiro (quatro), Santiago do Chile (dois), Montevidéu (dois) e Porto Alegre (um) e seu cancelamento acabou afetando alguns que fariam escala em Ciudad del Este (Paraguai) e nas cidades bolivianas de Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra.

A TAM atribuiu as suspensões ao fechamento dos aeroportos de Buenos Aires, à previsão de fechamento do aeroporto de Assunção e, para garantir a segurança de seus clientes, à obstrução nas rotas de voo entre Brasil e Uruguai e Chile.

A empresa acrescentou que analisa permanentemente as informações disponíveis sobre a densidade e o deslocamento da nuvem de cinzas, e avalia que, neste momento, há riscos para a operação nessas rotas.

A companhia aérea afirmou que, como as condições meteorológicas e a atividade do vulcão estão mudando permanentemente, continuará avaliando a situação para definir quando poderá normalizar suas operações. A Gol cancelou 11 voos que sairiam de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre e Santiago do Chile com destino a Buenos Aires, além de todos seus voos com saída da capital argentina.

A disseminação de cinzas do complexo vulcânico chileno, que entrou em atividade no sábado, obrigou a companhia aérea chilena Lan a suspender na segunda-feira 35 voos, 25 deles previstos para esta terça-feira.

A Aerolíneas também foi obrigada a cancelar nesta terça-feira todos seus voos domésticos e internacionais. As autoridades aeronáuticas argentinas decidiram fechar desde a noite de segunda-feira seis aeroportos do sul do país, incluindo o da cidade de Bariloche, e nesta terça-feira fecharam pela manhã os dois aeroportos de Buenos Aires.

Além disso, estão suspensos até a próxima quinta-feira os voos noturnos da Aerolineas e da austral para a cidade de Mendoza, capital da província de mesmo nome, e para Santiago do Chile, segundo um comunicado das companhias.

Os passageiros afetados pela suspensão dos voos "poderão deixar suas passagens abertas por um ano desde a data de emissão, podendo atualizá-las sem penalidade alguma", afirmou o comunicado divulgado pela Aerolineas e pela Austral.

*Com EFE e AFP

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