Tegucigalpa, 6 jul (EFE).- O aeroporto de Tegucigalpa permanecerá fechado por pelo menos 48 horas, enquanto se normaliza a situação, depois do confronto de ontem entre militares e manifestantes quando o presidente deposto Manuel Zelaya tentou retornar ao país, informou hoje uma fonte oficial.

Por causa dos distúrbios de domingo, que deixaram pelo menos dois mortos, segundo uma fonte oficial hondurenha, houve danos na cerca de arame que circunda a pista do aeroporto, vigiado hoje por policiais e militares.

Os incidentes de ontem se registraram quase no final de uma grande manifestação de seguidores de Zelaya, que tentou ontem chegar a Tegucigalpa a bordo de um avião venezuelano, mas teve a aterrissagem de sua aeronave impedida pelas novas autoridades de Honduras.

Segundo o novo ministro das Relações Exteriores hondurenho, Enrique Ortez, duas pessoas morreram no confronto entre militares e manifestantes.

Os incidentes também deixaram uma dezena de feridos, segundo fontes médicas.

O avião do presidente deposto sobrevoou ontem duas vezes a capital hondurenha, mas os militares impediram o pouso atravessando veículos na pista, até o local onde os manifestantes, que romperam uma parte da cerca, queriam passar.

Segundo autoridades do aeroporto de Tegucigalpa, o fluxo de voos pode voltar ao normal em dois ou três dias. Os seguidores de Zelaya advertiram que os protestos continuarão até que o presidente deposto seja restituído no cargo. EFE gr/bba

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