Advogados de vítimas de Madoff defendem criação de corte internacional

Nova York, 9 mar (EFE).- Cerca de 80% dos escritórios de advocacia que representam as vítimas da fraude de Bernard Madoff propuseram hoje a criação de uma Corte Financeira Internacional para atender a casos que, como o seu, dependem de várias jurisdições.

EFE |

A Aliança Global de Advogados do Caso Madoff apresentará a proposta aos ministros de Economia dos países do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) para que seja estudada na cúpula de 2 de abril em Londres.

"Um problema global requer respostas globais. Os políticos são quem tem a responsabilidade de impulsionar medidas que aumentem a segurança jurídica internacional, a transparência e a confiança no mercado, tão necessária agora", afirmou hoje o presidente da aliança, Javier Cremades.

Em entrevista em Nova York, o advogado explicou que a iniciativa "pode contribuir enormemente à criação de novas ferramentas para novos contextos e novos problemas financeiros que, como neste caso, deixam as vítimas com uma grande falta de defesa e os advogados com problemas para saber quais passos são os mais oportunos".

O financista americano Bernard Madoff foi detido em dezembro do ano passado acusado de idealizar uma das maiores fraudes da história, através de um esquema piramidal pelo qual captava fundos de pessoas físicas, com cujo investimento pagava os altos juros que prometia aos clientes.

Essa Corte Financeira Internacional "deveria depender dos máximos órgãos internacionais, como ONU ou o Fundo Monetário Internacional" (FMI), e precisaria ser de "cumprimento obrigatório para todas as entidades que prestam serviços em mercados internacionais".

Na terça-feira, o grupo apresentará nos Estados Unidos a proposta à presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês), Mary Schapiro. EFE mgl/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG