Advogados de Polanski pedem que sentença seja lida sem ele estar presente

Los Angeles (EUA) - Os advogados do cineasta Roman Polanski solicitaram nesta quinta-feira perante a Corte Superior do condado de Los Angeles que o cineasta recebe sua sentença sem estar presente perante o tribunal, segundo informou a imprensa local.

EFE |

O juiz que preside o caso, Peter Espinoza, concordou em realizar uma audiência no dia 22 janeiro para de avaliar a proposta da defesa do diretor, o que poderia supor o fechamento do processo aberto contra si desde 1978 por abusos sexuais contra uma menor.

Polanski, de 76 anos, foi denunciado por violação de uma menina de 13 anos após uma sessão fotográfica em Los Angeles, e fugiu para a França, de onde não pode ser extraditado, para evitar um julgamento nos EUA.

Em setembro passado, a Polícia suíça deteve Polanski, que se encontra sob prisão domiciliar na Suíça à espera de saber se será finalmente enviado aos EUA, o que seus advogados tentam impedir.

A nova proposta da defesa chegou com uma carta assinada no dia 26 de dezembro por Polanski, na qual ele solicitou ao magistrado que pusesse um fim no processo.

"Peço que a sentença seja pronunciada em minha ausência", disse o diretor, ganhador de um Óscar por "O Pianista" (2002).

Os advogados de Polanski fizeram o pedido baseados na possibilidade mencionada pela 2ª Corte de Apelações do distrito de Los Angeles em seu pronunciamento do último dia 21 de dezembro sobre o caso.

Na ocasião, os magistrados rejeitaram que fosse desprezada a acusação contra Polanski como pedia sua defesa, mas levantaram a hipótese de que Espinoza pudesse ditar a sentença sem que o cineasta estivesse de corpo presente na sala.

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