Advogados de Polanski apontam erros de juiz para tentar libertação

Los Angeles (EUA), 18 mar (EFE).- Os advogados do cineasta Roman Polanski solicitaram hoje a libertação de seu cliente em um tribunal da cidade americana de Los Angeles após a apresentação de novos indícios de erros de procedimento no caso aberto contra ele em 1977 por abuso sexual de uma menor.

EFE |

A defesa do diretor, vencedor do Oscar por "O Pianista" (2002), apresentou uma petição na qual citam comportamentos pouco profissionais do juiz encarregado do processo aberto contra Polanski, Laurence J. Rittenband, há mais de 30 anos.

O documento descreveu conversas entre o magistrado e dois representantes da promotoria na época, Michael Montagna e Stephen Trott, e como o processo para tirar Rittenband do caso foi bloqueado, apesar de indícios de que tinha atuado de forma imprópria.

Aparentemente, Montagna e Trott impediram que um pedido do ajudante do promotor Roger Gunson para separar o juiz do processo fosse processado, apesar de ele "ter admitido suas condutas incorretas", segundo o relatório dos advogados.

Polanski, de 76 anos, foi denunciado pela violação de uma menina de 13 anos após uma sessão fotográfica em Los Angeles. Ele fugiu para a França em 1978, de onde não podia ser extraditado, para evitar um julgamento nos Estados Unidos.

Em setembro do ano passado, a Polícia suíça deteve o cineasta, cumprindo uma ordem de busca e captura emitida pelos EUA contra Polanski, e desde então ele está em prisão domiciliar no país europeu, à espera de sua extradição para ser julgado em Los Angeles.

O pedido apresentado hoje pela defesa é o último capítulo de uma longa luta legal por conseguir que acusações sejam desconsideradas, ou, pelo menos, conseguir que a sentença seja ditada sem que o cineasta esteja presente. EFE fmx/fm

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