Advogados da parte civil contra Fujimori farão alegação final conjunta

Lima, 30 jan (EFE).- Os cinco advogados que representam as vítimas dos massacres e sequestros pelos quais o ex-presidente peruano Alberto Fujimori é processado apresentarão uma alegação final conjunta a partir da próxima segunda-feira, informaram hoje à imprensa.

EFE |

"Nossa alegação terá a virtude de uniformidade e de não ser repetitiva, nossas intervenções serão sobre um único esquema de trabalho para nos apresentar de maneira ordenada e não ter uma intervenção repetitiva em relação aos argumentos já expostos pela Promotoria", disse à agência "Andina" o advogado Carlos Rivera.

Um grupo de cinco advogados, vários deles vinculados a organismos de defesa dos direitos humanos, representa as vítimas dos massacres de Barrios Altos, onde morreram 15 pessoas em 1991, e de La Cantuta, na qual faleceram nove estudantes e um professor em 1992.

Além disso, representam o jornalista Gustavo Gorriti e o empresário Samuel Dyer, sequestrados após o "autogolpe" de Fujimori em 1992.

Rivera começará as alegações da parte civil no dia 2 de fevereiro, com uma exposição sobre o conflito armado que se estendeu no Peru entre 1980 e 2000, a estratégia contra a subversão, a ligação de Fujimori com ela e o papel do Serviço de Inteligência Nacional (SIN) no plano.

Já os advogados Gloria Calo, Ronald Gamarra, David Velasco e Gustavo Campos exporão a vinculação do ex-líder (1990-2000) com o grupo Colina, o esquadrão militar ao qual os crimes são atribuídos.

Igualmente, darão detalhes sobre os massacres na zona de Barrios Altos e da universidade La Cantuta, e dos sequestros de Gorriti e Dyer no porão do Serviço de Inteligência do Exército.

A sala penal informou na quarta-feira, dia em que a Promotoria terminou sua alegação, que os advogados da parte civil farão sua apresentação em três sessões, ou seja, até 9 de fevereiro, aproximadamente.

Depois deles, será a vez da defesa de Fujimori, liderada por César Nakasaki, e depois o acusado terá a palavra. EFE mmr/db

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