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Advogado venezuelano pega 2 anos de prisão por Caso da Mala

Miami, 1 dez (EFE) - Uma juíza dos Estados Unidos sentenciou hoje a dois anos de prisão o advogado venezuelano Moisés Maiónica, um dos cinco acusados no Caso da Mala, por conspirar e atuar sem autorização no país como um agente do Governo da Venezuela. Maiónica, que implicou no caso o presidente venezuelano, Hugo Chávez, recebeu uma condenação menor após fazer um acordo com a Promotoria Federal e depor no julgamento do empresário venezuelano Franklin Durán, o único dos acusados que se declarou inocente. O advogado de 37 anos ouviu a condenação ditada pela magistrada Joan Lenard em um tribunal de Miami, vestido com o uniforme de prisioneiro e com correntes nos tornozelos. Além dos 24 meses de prisão, a juíza Joan Lenard impôs a Maiónica uma multa de US$ 25 mil e dois anos de liberdade sob supervisão, uma vez que sair da prisão. Ao ler a sentença, a juíza reconheceu o valor da cooperação de Maiónica ao testemunhar no caso e que, segundo ela, representou uma extraordinária ajuda à Promotoria dos Estados Unidos. Antes que a juíza desse a sentença, Maiónica disse, com lágrimas nos olhos, que estava cheio de vergonha e arrependimento. Quero desculpar-me com todos aqueles que se prejudicaram por minha situação. Perdi minha carreira, minha reputação e meu dinheiro, afirmou.

EFE |

Na sala estavam vários parentes de Maiónica e durante a audiência eles também choraram.

No julgamento de Durán, que durou oito semanas, Maiónica disse que Chávez teria encarregado o Disip (o serviço de Inteligência da Venezuela) a assumir o caso quando soube-se da apreensão de uma mala com US$ 800 mil na Argentina, em 4 de agosto de 2007.

Os fundos supostamente provinham dos cofres da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e estavam destinados à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, segundo várias testemunhas dos promotores federais. EFE so/db

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