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Advogado vai pedir habeas corpus de brasileira acusada de matar filha na Itália

O advogado da brasileira Simone Moreira, presa na Itália sob a acusação de ser responsável pela morte da filha de 2 anos e meio, vai entrar com pedido de habeas corpus no tribunal de Veneza até o final de setembro.

BBC Brasil |

Entrevista à BBC Brasil, Alvise Tommaseo de Ponzetta disse que o decreto de prisão preventiva, emitido pelo juiz de Treviso responsável pelas investigações preliminares, pode ser revisto.

"Vamos recorrer ao tribunal de reexame de Veneza no final do mês e em linha teórica, como funciona na Itália, essa providência pode ser revista pelo tribunal, ao qual vamos recorrer no fim do mês", disse o advogado.

A brasileira está detida no presídio de Belluno desde sábado. Ela está sendo acusada pela morte da filha, Giuliana, provocada por afogamento no rio Monticone, na cidade de Oderzo, na quarta-feira da semana passada.


Simone Moreira e seu ex-marido Michele Favaro, em foto de arquivo / AE

Autópsia

Simone afirma que se tratou de um acidente. Mas segundo o promotor do caso, Antonio Fojadelli, Giuliana não pode ter caído sozinha no rio.

Os moradores da região de Treviso, no norte da Itália, defendem a tese da promotoria, segundo a qual é improvável que Giuliana tenha caído no rio pulando o muro que cerca as águas, sem se machucar.

Segundo o promotor, o fato de a morte ter sido por afogamento e não por hipotermia, como ficou evidenciado pela autópsia, justificaria a tese de que a menina teria sido jogada nas águas do rio.

Conforme a avaliação do defensor, no entanto, enquanto não houver uma sentença, Simone não pode ser considerada culpada. "Não acredito que alguém possa condená-la antes de um processo", comentou Tommaseo Ponzetta.

"É preciso ver as provas que a procuradoria tem nas mãos. Não sei o quão forte elas são. Mas tudo isso é prematuro. As pessoas podem dizer o que quiserem, mas no momento não há certezas nem em um sentido, nem no outro", afirmou.

Consulado

Um funcionário do consulado brasileiro em Milão deve visitar Simone Moreira no presídio de Belluno ainda nesta quinta-feira.

"Vamos ver como ela está e do que precisa. A situação é difícil. Sendo homicídio doloso ou culposo, ou o que for, é uma tragédia", disse à BBC Brasil Luis Henrique da Fonseca, cônsul em Milão.

Ele não quis entrar em detalhes a respeito do caso, mas afirmou que não é possível culpar Simone antes que as investigações estejam terminadas.

"Há investigações, autópsia e acareação. Isso tudo é um processo durante o qual aparecem outros dados que a gente não conhece", disse Fonseca.

O cônsul afirmou ter confiança na Justiça italiana, que forneceu dois advogados e assistência médica a Simone no presídio, além de autorizar a visita do funcionário do consulado.

"Queremos dar toda a assistência a essa senhora para que ela tenha todos os direitos devidos e não sofra discriminações. No caso, não estou vendo nada de discriminatório. Pelo contrário", disse Fonseca.

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