Buenos Aires, 12 out (EFE).- Um advogado argentino que representa a família de um militar assassinado por um grupo esquerdista em 1974 pediu a detenção dos líderes cubanos Raúl e Fidel Castro, por considerar que os Governos de Argentina e Cuba tiveram responsabilidade na atividade guerrilheira dos anos 60 e 70.

O jornal argentino "La Nación" publicou hoje o pedido do advogado Javier Vigo, que representa María Cristina Picón, viúva do capitão do Exército Humberto Viola.

Viola e sua filha de cinco anos morreram em 1º de dezembro de 1974 como conseqüência de um atentado ligado ao dissolvido Exército Revolucionário do Povo (ERP).

O advogado solicitou a um juiz federal da província de Tucumán, no norte do país, que o assassinato do militar e sua filha seja declarado um crime de lesa-humanidade.

Também pediu que seja acusado o ex-presidente da Argentina Héctor Cámpora (1973) e o ex-governador de Buenos Aires Oscar Bidegain por "terrorismo de Estado ao facilitar ações terroristas".

A acusação foi estendida ao Governo cubano que, segundo ele, treinou "guerrilheiros da Argentina e promoveu a ação da guerrilha na América Latina".

Por isso, pediu uma ordem de detenção internacional contra o atual presidente cubano e seu antecessor no cargo. EFE cw/rr

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