Advogado nega que María Remedios García Albert seja representante das Farc

Madri, 27 jul (EFE).- O advogado de María Remedios García Albert, acusada de suposta colaboração com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), negou hoje que sua cliente tenha uma ligação com este grupo colombiano e que seja sua representante na Espanha.

EFE |

O advogado Enrique Santiago declarou à Agência Efe que a acusação inicial de possível integração em grupo armado "no dia de hoje ficou reduzida a uma possível colaboração com grupo armado", segundo decidiu o juiz, e que sua cliente foi libertada sob uma fiança "a depositar em sete dias".

"A defesa vai afirmar que se trata, infelizmente, de uma estratégia de incriminação impulsionada pelo Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de todas aquelas pessoas que trabalham pela busca de uma solução pacífica do conflito colombiano conforme os princípios do Direito Internacional Humanitário", declarou.

Segundo o advogado, isto é o que fez durante alguns anos, atividades que ele definiu como de apoio a processos "como os que aconteceram na Espanha em 2000" de encontros "entre as partes beligerantes no conflito colombiano".

"Caso o caminho a ser seguido seja incriminar todas as pessoas que de boa fé e sem nenhum desejo de lucro tentaram impulsionar uma solução negociada conforme o direito internacional humanitário, na Colômbia, entramos em uma perigosa espiral", declarou.

Também afirmou que no auto judicial não se dão por credenciadas as informações que a situavam como a líder das Farc na Europa e que "não existe nenhuma integração orgânica" neste grupo guerrilheiro.

O advogado disse que estão "muito confiantes de que ao longo da instrução se provará que esta mulher não tem nenhuma responsabilidade penal e que não há nenhum grau de colaboração com nenhum grupo armado". EFE mlg/fal

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