Mercador da Morte acusa EUA de inventar acusações - Mundo - iG" /

Advogado do Mercador da Morte acusa EUA de inventar acusações

Bangcoc, 4 nov (EFE).- O advogado do acusado de tráfico de armas russo Viktor Bout, conhecido como o Mercador da Morte, acusou hoje os Estados Unidos de inventarem acusações contra seu cliente para garantir sua extradição da Tailândia.

EFE |

O advogado Preecha Prasertsak afirmou perante um tribunal de Bangcoc que as autoridades americanas acrescentaram uma falsa acusação de assassinato na última ordem de detenção, que não figurava nas anteriores.

Prasertsak também indicou que os EUA mudaram a declaração de culpa e sentença contra seu cliente para se ajustar aos termos do tratado de extradição assinado com a Tailândia.

"Os EUA acrescentaram acusações contra Bout, alegando que matou um cidadão americano na Colômbia, porque sabem que a ordem de detenção por tráfico de armas não é suficiente" para ser extraditado, assinalou Prasertsak.

"Meu cliente nunca esteve na América, nunca viajou à Colômbia, não fez nada do que está sendo acusado", disse.

A Justiça tailandesa deve determinar se deve extraditar Bout para os EUA, país que o acusa de crimes de terrorismo.

Se for entregue aos EUA, o acusado cumpriria uma possível pena de prisão perpétua por "conspiração para dar apoio material a uma organização terrorista estrangeira" e ter supostamente administrado a venda de lança-foguetes e mísseis às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A defesa insiste que o julgamento é uma operação política do Governo colombiano para enfraquecer a guerrilha e afirma que Washington não tem competência sobre as atividades de Bout em outro país.

Inicialmente, Bout seria julgado na Tailândia por um crime de apoio ao terrorismo, punido com até dez anos de cadeia, mas a Promotoria tailandesa retirou a acusação por falta de provas.

Bout, de 41 anos e cuja vida inspirou o filme de Hollywood "O Senhor das Armas", viu sua carreira truncada na KGB após o colapso da União Soviética e decidiu vender armamento a nações em conflito como Serra Leoa, Angola e República Democrática do Congo.

Um relatório da Anistia Internacional de 2005 também acusa Bout de envolvimento com redes de tráfico de armas na Bulgária, Moldávia e Ucrânia, entre outros países. EFE grc/wr/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG