Advogado diz que jornalista canadense detido no Irã segue incomunicável

Teerã, 4 jul (EFE).- O advogado de Maziar Bahari, jornalista iraniano-canadense da revista americana Newsweek detido em Teerã, afirma que o tribunal revolucionário não lhe permitiu falar com seu cliente apesar dos repetidos pedidos.

EFE |

Bahari, acusado de atentar contra a segurança nacional, foi detido dentro dos protestos desencadeados após as eleições presidenciais que deram vitória ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

"Há dez dias, fui à Promotoria entregar os papéis legalizados junto a uma carta da mãe de Bahari e solicitei me encontrar com ele, mas desde então só consegui que meu cliente falasse duas vezes por telefone com sua mãe", contou o advogado Saleh Nikbakht à Agência Efe.

"Bahari não cometeu nenhum crime, já que, como jornalista, cumpriu seu trabalho e informou sobre os eventos em Teerã até o dia 15 junho, data em que foi proibido que trabalhasse", disse o advogado.

As manifestações da oposição foram reprimidas de forma dura pela Polícia e os milicianos islâmicos iranianos, e as autoridades qualificaram os eventos de "distúrbios de um grupo de vandalismo".

EFE msh/rr

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