Advogado de família chechena e jornalista que o acompanhava são mortos em Moscou

Stanislav Markelov, advogado da família de uma jovem chechena morta por um soldado russo durante a segunda guerra separatista da Chechênia, foi assassinado junto com a jornalista que o acompanhava nesta segunda-feira em pleno centro de Moscou, anunciou o ministério público da capital russa.

AFP |

"Os investigadores estudam os fatores da morte de Markelov, concretamente no que diz respeito a suas atividades profissionais", declarou à agência russa Interfax o chefe do comitê de investigação do ministério público de Moscou, Anatoli Bagmet.

Markelov foi assassinado após ter concedido uma entrevista coletiva, na qual denunciou a libertação antecipada do ex-coronel Yuri Budanov, que em março de 2000 matou a jovem chechena Elza Kungaiva, de 18 anos.

"Depois da entrevista coletiva, ele saiu e foi atacado (...). Não havia dito nada sobre as ameaças que recebia", contou à AFP uma funcionária do Centro de Imprensa Independente, onde aconteceu a coletiva de Markelov.

O advogado estava acompanhado de uma jovem jornalista, Anastasia Baburova, de 25 anos, que trabalhava para o jornal Novaia Gazeta. Ela foi atingida na cabeça durante o ataque, não resistiu e morreu no hospital, segundo um porta-voz do periódico.

Após uma maratona judicial e um primeiro processo pelo estrangulamento da jovem chechena, Yuri Budanov foi condenado a 10 anos de prisão em julho de 2003, mas acabou liberado pouco depois.

O ex-coronel russo foi posto em liberdade no dia 15 de janeiro, apesar da apelação apresentada por Markelov.

alf/ap

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