Miami, 3 nov (EFE) - O advogado de defesa do empresário venezuelano Franklin Durán, que foi considerado hoje culpado no chamado Caso da Mala, anunciou que apelará do veredicto anunciado hoje pelo júri.

Edward Shohat reiterou que seu cliente é inocente e que o caso foi fabricado pelo FBI (Polícia federal americana) por razões políticas.

Ao ser anunciado o veredicto unânime emitido pelo júri, Durán se mostrou impassível, enquanto alguns de seus parentes presentes na sala expressaram sua rejeição à decisão.

O veredicto por unanimidade foi obtido na segunda semana de deliberações em um tribunal de Miami, no qual Durán foi julgado durante oito semanas.

A juíza Joan Lenard fixou 12 de janeiro como data para divulgar a condenação e o advogado pediu um prazo de 60 dias para revisar o caso e apresentar a apelação.

O empresário enfrenta uma condenação máxima de 15 anos de prisão por ambos os casos.

A Promotoria Federal acusou o venezuelano de seguir ordens do Governo do presidente Hugo Chávez, junto com outros três cidadãos venezuelanos e um uruguaio, para ocultar a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil atribuída ao empresário Guido Alejandro Antonini Wilson em um aeroporto da Argentina em 2007.

O dinheiro supostamente provinha da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e era destinado à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, segundo várias testemunhas da Promotoria. EFE so/db

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