Advogado, atual presidente montenegrino pede voto para aprofundar reformas

Podgórica, 5 abr (EFE).- O atual presidente de Montenegro, Filip Vujanovic, busca vitória nas eleições deste domingo para permanecer no cargo e, com isso, manter sua política de reformas e de aproximação do país com a União Européia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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Caso vença o pleito, pelo Partido Democrático dos Socialistas (DPS), seria o primeiro presidente de Montenegro com o país na condição de "independente", depois da separação em 2006 do Estado que formava com a Sérvia.

Vujanovic, aliado desde 1993 do líder indiscutível e homem forte de Montenegro Milo Djukanovic - atual primeiro-ministro -, já desempenhou os cargos de ministro, presidente do Parlamento e premiê do Governo que introduziu em 1999 o marco alemão como moeda nacional e iniciou assim o distanciamento econômico da Sérvia.

O candidato Vujanovic, de 53 anos, nasceu em Belgrado em uma família de advogados, formou-se em Direito e trabalhou como promotor e no Tribunal do distrito de Belgrado, antes de voltar em 1980 a Podgórica, capital montenegrina.

Pouco depois, passou a dedicar-se à advocacia, ficando na profissão com sucesso durante mais de uma década.

O nome de Vujanovic não está ligado aos inúmeros escândalos financeiros que têm sido atribuídos a autoridades montenegrinas por parte de alguns veículos de comunicação.

Segundo analistas, o atual presidente é um dos poucos políticos que não enriqueceu durante seu mandato.

Em seu tempo livre costuma ser visto pelas ruas de Podgórica, a capital, sem acompanhamento oficial ou guarda-costas.

Seus adversários políticos garantem que Vujanovic é um dirigente com pouco carisma condenado a permanecer à sombra de Djukanovic, e dizem que aceita com um sorriso benevolente os gritos de "Milo, Milo (Djukanovic)" em seus comícios durante a campanha eleitoral.

Vujanovic começou sua carreira política em 1993, fazendo parte dos mandatos de Djukanovic à frente do Governo, primeiro como ministro da Justiça e depois como responsável pela pasta do Interior.

Em 1998, substituiu Djukanovic como primeiro-ministro, e manteve o programa de reformas econômicas de seu antecessor.

Depois dos bombardeios das tropas da Otan contra a Iugoslávia, em 1999, o Executivo de Vujanovic introduziu o marco alemão como moeda nacional alegando que com essa medida "salvava Montenegro de possíveis abalos financeiros que poderiam ocorrer na Sérvia".

Em 2002, Vujanovic, então presidente do Parlamento, fez o possível para chegar a um plebiscito de independência, mas sob pressão da UE aceitou formar um Estado comum com a Sérvia.

No final de 2005, e com Djukanovic à frente do Executivo, Vujanovic ganhou as eleições presidenciais, lançando depois uma campanha para convocação de plebiscito sobre a independência.

Na opinião dos analistas, Vujanovic é um dos membros do DPS mais respeitados, embora estes também acreditem que, até agora, o dirigente não conseguiu apresentar-se como o "presidente de todos os montenegrinos". EFE Sn/fr

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