Advogado afirma que Polanski viajava com frequência para Suíça

O advogado francês do cineasta Roman Polanski se declarou surpreso com a prisão do cliente na Suíça, onde o diretor nascido na Polônia e naturalizado francês possui uma residência e viajava com frequência, e anunciou que lutará contra uma eventual extradição aos Estados Unidos, em uma entrevista ao jornal Le Figaro.

AFP |

"Não esperávamos nunca tal prisão, já que Polanski viaja regularmente para a Suíça, há muitos anos", declarou Hervé Temime.

"Inclusive ele tem um chalé no país, em Gstaad, da maneira mais oficial do mundo", completou.

O advogado, que pretende viajar a Zurique, onde Polanski foi detido por uma ordem de prisão americana por um caso de abuso sexual de menor em 1977, declarou que vai pedir a libertação do cineasta antes de iniciar a defesa contra o processo de extradição.

A justiça americana tem 40 dias para apresentar um pedido de extradição oficial. Polanski pode apelar de qualquer decisão ao tribunal penal federal, e depois ao Tribunal Federal, principal instância judicial suíça.

Polanski foi preso em 1977 em Los Angeles após uma acusação apresentada pelos pais de uma adolescente de 13 anos. Na ocasião ele se declarou culpado de "relações sexuais ilegais".

O diretor passou um mês e meio na prisão. No fim de janeiro de 1978, um dia depois de uma audiência entre seus advogados e um juiz, na qual este deu a entender que voltaria a ordenar a detenção, Roman Polanski viajou para a Europa, onde vive desde então.

A vítima no caso de abuso sexual que envolve Polanski, hoje casada e com três filhos, já pediu às autoridades a retirada das acusações contra o diretor.

mgh/fp

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