Adversários políticos no Zimbábue se dão duas semanas para tornar efetivo um acordo

As conversações entre o partido no poder e a oposição no Zimbábue para sair do impasse político devem culminar num prazo de duas semanas, segundo cópia do protocolo de acordo assinado hoje entre as partes e ao qual a AFP teve acesso.

AFP |

O documento apresenta um quadro de negociações sobre o futuro político do país, estagnado desde a reeleição contestada, no final de junho de Mugabe, no poder hás 28 anos.

"Prevê-se que o diálogo seja finalizado num período de duas semanas a partir da data da subscrição" do acordo, indica uma nota firmada pelo presidente, Robert Mugabe, e o líder opositor, Morgan Tsvangirai, durante cerimônia em Harare.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o principal líder opositor, Morgan Tsvangirai, assinaram nesta segunda-feira, em Harare, a deliberação que abre caminho para negociar uma saída para a crise política no país.

Mugabe também anunciou que seu partido e a oposição concordam em fazer emendas à Constituição para estabelecer uma 'nova ordem política".

Ambos os adversários, que não se encontravam em público desde que Tsvangirai fundou o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, oposição) em 1999, apertaram-se as mãos depois da assinatura. Também trocaram cumprimentos, tocando os dedos fechados, com o líder de uma facção dissidente da oposição, Arthur Mutambara. Em seguida, os três homens levantaram os braços em conjunto.

A assinatura do documento que fixa a abertura de negociações foi feita na presença do presidente sul-africano, Thabo Mbeki, encarregado por seus colegas da África Austral para conduzir a mediação no Zimbábue.

"Este protocolo compromete as partes a um intenso programa de trabalho para finalizar as negociações o quanto antes possível", declarou Mbeki, sentado entre Mugabe e Tsvangirai.

Tsvangirai classificou de "oportunidade histórica" a assinatura do protocolo.

Está em jogo o desbloqueio da situação política no Zimbábue, paralisada desde o segundo turno das presidenciais de 27 de junho, onde o único candidato, Mugabe, foi reeleito em clima de violência e intimidação - uma vitória impugnada pela oposição e o Ocidente.

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