Adversário reconhece vitória de Aquino nas presidenciais filipinas

Eleição da última segunda-feira fica marcada por violência e falhas da comissão eleitoral

AFP |

AP
Benigno Aquino, filho da ex-presidente Corazón Aquino, é o favorito nas eleições presidenciais das Filipinas
O candidato adversário Manuel Villar reconheceu nesta terça-feira a vitória de Benigno Aquino nas eleições presidenciais nas Filipinas. Os resultados parciais apontam que o filho da ex-presidente Corazón Aquino aparece com ampla vantagem sobre Villar.

"O povo filipino decidiu. Felicito o senador 'Noynoy' Aquino por sua vitória", declarou o senador Villar, que está em terceiro nos resultados parciais.

O senador Aquino, dado como favorito pelas pesquisas para suceder a Gloria Arroyo, superava com boa margem de diferença o ex-presidente Joseph Estrada (25,72%) e o senador Manuel Villar (13,85%), segundo os resultados parciais. O presidente filipino é escolhido em apenas um turno, por maioria simples.

Os mais de 50 milhões de eleitores convocados às urnas na segunda-feira deviam também renovar as 250 cadeiras do Congresso (câmara baixa), 12 dos 24 senadores, 80 governadores de províncias e mais de 17 mil representantes locais.

Dinastia política

"Noynoy" Aquino é herdeiro de uma importante dinastia política filipina. Sua mãe, Corazón Aquino, liderou a revolução que em 1986 tirou do poder o ditador Ferdinand Marcos, e depois tornou-se presidente.

Seu pai, Benigno "Ninoy" Aquino, foi assassinado em 1983 quanto tentava voltar do exílio nos Estados Unidos para liderar o movimento democrático contra o regime de Marcos.

Após passar os últimos 12 anos entre o Congresso e o Senado, Benigno Aquino, formado em economia, fez da luta contra a corrupção e a pobreza os lemas de sua campanha presidencial.

Violência e falhas

As eleições presidenciais nas Filipinas da última segunda-feira foram marcadas por pelo menos nove mortes e por erros técnicos.

AFP
Corpo de vítima e duas armas são vistos em cena de tiroteio nas Filipinas no dia da eleição
Os atos de maior violência aconteceram na ilha de Mindanao, no sul do país, onde um tiroteio entre partidários de dois candidatos rivais deixaram dois mortos. Em outro tiroteio, também em Mindanao, três aliados de um candidato a prefeito morreram e dez ficaram feridos.

As outras vítimas estavam na Província de Cotabato do Norte, onde houve um morto e um ferido; na Província de Lanao do Sul, na qual uma pessoa morreu; e na ilha de Palawan, que teve um morto e vários feridos.

As medidas especiais tomadas pela Comissão Eleitoral (Comelec), que colocou sete zonas de conflito sob seu controle direto, revelaram-se insuficientes para conter a violência, crescente em muitas partes do arquipélago, onde estão misturadas guerrilhas islâmicas, comunistas e dos Exércitos particulares de líderes locais.

Além da habitual violência, houve os problemas técnicos causados do novo sistema eletrônico, que obrigaram a Comelec a ampliar o horário da votação em uma hora. As falhas técnicas e a escassez de máquinas obrigaram alguns eleitores a esperar mais de seis horas para votar.

    Leia tudo sobre: Filipinaseleição

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG