Adversário acusa Ahmadinejad de isolar o Irã

Teerã, 28 abr (EFE).- Candidato apontado como reformista à Presidência do Irã, Mehdi Karrubi prometeu hoje uma mudança completa na política externa e interna, acusando o atual governante, Mahmoud Ahmadinejad, de isolar o país.

EFE |

Ele criticou hoje, durante café da manhã com a imprensa em Teerã, a resposta do atual Governo iraniano à proposta de aproximação dos Estados Unidos, que, segundo ele, não está sendo construtiva.

Ex-presidente do Parlamento, Karrubi também se mostrou disposto a falar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se sair vencedor das eleições de 12 de junho.

"As mensagens dos EUA também dependem do comportamento do Irã e, infelizmente, a resposta que temos não se molda aos nossos interesses nacionais", afirmou Gholan Hussein Kavarzi, ex-prefeito de Teerã e assessor do candidato à Presidência.

"Em caso de vitória, todo o esforço do Governo de Karrubi seria levar o Irã aonde estava antes de Ahmadinejad", disse um de seus assessores, ao quem ele cedeu a resposta.

Karrubi, que nas eleições presidenciais de 2005 ficou em terceiro lugar com mais de 5 milhões de votos, apresentou seu programa cercado por seus principais assessores, aos que não duvidou em ceder a palavra em diversas ocasiões, por estar com um problema que o deixara afônico.

A política econômica de Ahmadinejad também foi atacada, por que "durante os últimos quatro anos piorou a economia. Dispararam o desemprego e a inflação", ressaltou o assessor.

No entanto, Karrubi também criticou a política americana -quase uma obrigação para os aspirantes à Presidência do Irã, cujas candidaturas precisam ser aprovadas pelo Conselho dos Guardiães, criado pela Revolução Islâmica que cortou relações diplomáticas com os EUA.

Segundo ele, Obama ainda não passou à ação, pois "as propostas que coloca são úteis, como seu pedido que se erradique a desconfiança com o islã, mas, se as palavras são boas, precisamos de fatos".

Neste sentido, Karrubi sugeriu que um primeiro passo seria a suspensão das sanções internacionais, comerciais e financeiras, que pesam sobre o país.

As sanções foram impostas após o corte das relações diplomáticas com os Estados Unidos, cuja embaixada em Teerã simpatizantes da Revolução Islâmica cercaram em 1980, ano seguinte à sua vitória, fazendo 52 funcionários reféns durante 444 dias. EFE jm/jp

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