Adolescente mata 16 em massacre em escola da Alemanha

Pelo menos 16 pessoas morreram na manhã desta quarta-feira na Alemanha quando um adolescente de 17 anos vestido com roupa militar abriu fogo em uma escola técnica da região de Stuttgart, sudoeste do país, antes de ser morto em uma troca de tiros com a polícia.

AFP |

Dez mortos na chacina eram alunos com idades entre 16 e 17 anos, segundo a polícia. Três eram professores e os outros três pessoas que estavam no caminho do atirador. Mais de 10 pessoas ficaram feridas.

A polícia identificou o suspeito como Tim K., ex-aluno da escola "Albertville" de Wennenden, cidade de 28.000 habitantes situada ao nordeste de Stuttgart, onde aconteceu o massacre. Ele morreu em um confronto armado com a polícia quando tentava escapar dos oficiais.

A imprensa alemã chegou a informar que o jovem havia cometido suicídio no estacionamento de um shopping depois de ter sequestrado um homem no automóvel deste, um Volkswagen Sharan, com o qual o adolescente teria ultrapassado uma barreira policial e seguido para uma autoestrada.

Testemunhas afirmaram que Tim K. invadiu o centro de ensino às 9H30 (5H30 de Brasília) e abriu fogo de maneira indiscriminada, sem falar qualquer palavra.

Segundo um jornalista da rádio de Stuttgart, Philipp Grohm, o adolescente estava armado com uma pistola metralhadora.

"O criminoso simplesmente abriu fogo ao seu redor", afirmou uma testemunha em entrevista ao canal NTV.

Segundo o site do jornal local Winnender Zeitung, o autor do tiroteio seria um jovem fichado pela polícia e teria utilizado uma arma pertencente aos pais.

Depois do massacre, o adolescente fugiu em direção ao centro da cidade e foi perseguido pela polícia, que contou com o apoio de cães farejadores e helicópteros.

As autoridades evacuaram a escola e emitiram um alerta aos motoristas da região, com a recomendação de evitar as autoestradas.

Também revistaram a residência do suspeito, que estava vazia pois a mãe aparentemente se encontrava no cabeleleiro.

"O atirador queria destruir toda a escola", declarou à imprensa o ministro do Interior do Estado regional de Bade-Wurtemberg, Heribert Rech.

"Não havia nada de particular em seus antecedentes, nada que pudesse fazer pensar que tal coisa seria possível", acrescentou.

A chanceler Angela Merkel se declarou profundamente chocada e horrorizada, segundo seu porta-voz, Ulrich Wilhelm. O presidente Horst Köhler, por sua vez, transmitiu sua solidariedade às vítimas e seus parentes.

A chacina na Alemanha lembra o pesadelo de 26 de abril de 2002, quando um aluno de 19 anos matou 16 pessoas - 12 professores - em uma escola de ensino secundário, antes de cometer suicídio.

Em novembro de 2006, uma tragédia similar foi evitada por pouco em Emsdetten (noroeste), quando um ex-aluno depressivo, carregado de explosivos, invadiu uma escola da cidade e feriu 37 pessoas, antes de cometer suicídio.

Dois meses antes, um jovem de 22 anos havia assassinado o diretor de uma escola e ferido outra pessoa em Freising, perto de Munique, sul do país.

bur-fc/fp/cn

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