Sydney (Austrália), 27 ago (EFE).- O pequeno Estado de Samoa vive dias complicados desde que o Governo decidiu que, nessa habitualmente tranquila ilha do Pacífico, as pessoas deveriam passar a dirigir pela esquerda, e não mais pela direita.

À medida que se aproxima o dia 7 de setembro, data prevista para a entrada em vigor da nova norma, crescem as manifestações de protesto e a expectativa perante a decisão que a Suprema Corte anunciará na próxima semana sobre o caso.

O Governo do primeiro-ministro Tuilaepa Sailele diz que dirigir pela esquerda contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade da vida dos cerca de 180 mil habitantes de Samoa, onde há apenas 18 mil carros registrados - mais ou menos o mesmo número de pessoas que já protestaram contra a mão-inglesa no país.

A mudança, segundo o primeiro-ministro, permitirá que os cerca de 170 mil imigrantes samoanos que moram na Austrália e na Nova Zelândia, países em que se dirige pela esquerda, possam enviar carros usados a seus parentes em Samoa.

Porém, os detratores da media, que para unir suas forças criaram a chamada Associação Contra a Mudança de Lado, alegam que além da despesa que representará para os cofres públicos adequar a sinalização nas estradas, a medida vai gerar também um grande aumento no número de acidentes de trânsito.

Do total de veículos registrados em Samoa, cerca de 14 mil possuem volante posicionado no banco esquerda, próprio para que se dirija pelo lado direito da pista. EFE mg/rr

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