Administração Bush estuda compra de ações de empresas financeiras

Washington, 4 nov (EFE).- A Administração do presidente americano, George W.

EFE |

Bush, estuda a compra de ações em uma ampla gama de empresas financeiras, à parte de bancos, após ter nacionalizado parte do negócio das hipotecas, publica hoje o jornal "The Wall Street Journal".

A publicação, que atribui sua informação a "pessoas familiarizadas ao assunto", afirma que na relação de possíveis receptores da ajuda financeira do Governo estão presentes as agências de crédito de General Electric, Capital Unit, e CIT Group, entre outras.

No início de outubro o Congresso aprovou, e Bush promulgou, uma assistência financeira de US$ 700 bilhões cujo uso foi mudando com a passagem das semanas.

A idéia inicial era a aquisição de hipotecas de alto risco e depois o Departamento americano do Tesouro anunciou que usaria outros US$ 250 bilhões para a compra de ações em bancos particulares para que estes retomassem a concessão de empréstimos.

O Tesouro investiu até hoje cerca de US$ 163 bilhões em vários bancos, incluídos alguns dos maiores do país.

Relatórios de imprensa destacaram a preocupação no Congresso, pois os bancos estão usando estes fundos para pagarem dividendos a seus acionistas e bônus a seus executivos, ao invés de canalizá-los para o crédito.

"A possível expansão do plano de socorro do Tesouro foi mudando", informa o jornal.

"As pessoas familiarizadas com o assunto dizem que o Tesouro poderia abandonar parte de seu plano inicial, que consistia na compra de ativos por meio de um processo de leilão, e compraria alguns deles diretamente", afirma.

Tanto o candidato presidencial democrata Barack Obama como seu rival republicano, John McCain, que apoiaram a ajuda financeira, disseram que se deveria impor condições mais estritas às companhias que recebam fundos do Governo.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, "originalmente resistiu a investir diretamente nas empresas e não pediu explicitamente ao Congresso a autoridade para comprar ações", publica o "The Wall Street Journal". EFE jab/fal

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