Adiado para 20 de maio o julgamento contra Tareq Aziz

Bagdá, 29 abr (EFE).- O julgamento contra o ex-vice-primeiro-ministro iraquiano Tareq Aziz e outros sete ex-altos funcionários do regime do ditador Saddam Hussein pela execução de 42 comerciantes em 1992 foi adiado até o dia 20 de maio.

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O presidente do Alto Tribunal Criminal, o curdo Rauf Rashid Abdel-Rahman, disse que a decisão se deve à ausência de alguns dos acusados na audiência, segundo a rede de televisão iraquiana "Al Iraqiya".

Observadores iraquianos atribuem o adiamento à deterioração do estado de saúde de um dos principais acusados, Ali Hassan al-Majid, mais conhecido como "Ali Químico", ex-ministro da Defesa e que já possui uma condenação à morte pelo genocídio de 180.000 curdos na campanha Anfal.

O julgamento começou hoje às 17h (11h de Brasília), depois de ter sido adiado hoje durante algumas horas, porque os acusados ainda não tinham chegado ao tribunal.

Os acusados permaneceram sob custódia dos EUA em uma base perto do aeroporto de Bagdá desde que foram detidos.

Aziz e os outros acusados, entre eles dois meio-irmãos de Saddam, Watban Ibrahim al-Hassan e Sabawi Ibrahim al-Hassan, enfrentam a acusação de ter ordenado em 1992 a execução de 42 empresários iraquianos que teriam decidido aumentar os preços, após a crise gerada pela Guerra do Golfo.

Os empresários, que comercializavam bens de primeira necessidade, foram julgados em processo sumaríssimo por um tribunal de segurança nacional, e não tiveram o direito de apelar da sentença de morte.

Aziz, de 72 anos, foi o responsável da política externa do regime de Saddam Hussein, que foi executado em dezembro de 2006 após ter sido considerado culpado de crimes contra a humanidade pelo mesmo juiz que hoje julga as autoridades do regime do ex-presidente iraquiano. EFE am/an

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