Adeus a Glauco reúne centenas de pessoas em SP

São Paulo, 13 mar (EFE).- Centenas de pessoas deram hoje o último adeus ao cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e a seu filho Raoni, de 25, que foram assassinados na madrugada da sexta-feira em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

EFE |

Autoridades locais, familiares e amigos, colegas de trabalho e admiradores compareceram hoje ao cemitério Gethsêmani Anhanguera para se despedir de Glauco, que era cartunista do jornal "Folha de S. Paulo" desde 1984.

Diferente da versão inicialmente relatada pelo advogado da família, Ricardo Handro, que na sexta-feira relatou à imprensa locais que o duplo assassinato tinha sido consequência de um assalto frustrado à residência de Glauco, as investigações apontam agora para um homicídio premeditado.

A Polícia está atrás do universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos e amigo da família, apontado como o autor dos disparos por diferentes testemunhas que presenciaram o dobro crime.

Nunes fazia parte da igreja Céu de Maria, fundada por Glauco e por sua esposa. Entre outras atividades, o local atendia a pessoas com problemas com álcool e drogas ilícitas.

O universitário tinha livre acesso à residência de Glauco, em um conjunto de casas campestres nos arredores de Osasco. De acordo com o relato das testemunhas, Nunes era usuário de drogas e tinha chegado ao centro espiritual para ser ajudado na recuperação de sua dependência.

O assassinato de Glauco e seu filho foi lamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem "Glauco foi um grande cronista da sociedade brasileira, entendia os usos e costumes de nossa gente e expressava isso com inteligência e humor".

Nascido em Jandaia do Sul (PR), Glauco iniciou sua carreira no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto (SP), nos anos 70. Em 1976, foi premiado no Salão do Humor de Piracicaba.

Em 1984, Glauco começou a publicar seus desenhos regularmente na "Folha de S. Paulo", dando espaço para personagens como Geraldão, Dona Marta, Cacique Jaraguá, entre outros.

Seu livro "Política Zero", com 64 charges políticas sobre o Governo Lula, foi publicado em 2006. EFE wgm/bba

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