Membros de seita ortodoxa russa que ficaram cinco meses debaixo da terra esperando pelo Apocalipse o fim do mundo, agrediram violentamente o seu líder, que sofreu traumatismo craniano, informou nesta quarta-feira a agência Interfax.

A briga começou entre membros da seita e o líder, Piotr Kuznetsov, informou o vice-governador da região de Penza (700 km de Moscou), Oleg Melnichenko.

O líder está com traumatismo craniano aberto, segundo a Interfax.

Trinta e cinco membros da seita se trancaram no vasto refúgio de várias cavidades construído sob a terra no início de novembro de 2007, à espera do fim do mundo em maio de 2008. Eles ameaçaram se inmolar no caso de uma tentativa de retirada à força.

Na terça-feira, 14 deles abandonaram o local após o desabamento parcial e pediram garantias para se instalar em uma casa da região à espera do fim do mundo.

Nesta quarta-feira, três dos últimos quatorze adeptos da seita, entre eles um bebê de vinte meses, saíram do refúgio subterrâneo.

O próprio chefe da seita foi quem conseguiu convencer a mãe e os dois filhos a abandonarem o local.

A seita renega qualquer avanço tecnológico, como telefones ou energia elétrica. As autoridades russas ofereceram uma vaca aos membros que deixaram o refúgio para que pudessem beber leite, já que também se recusam a ingerir a bebida engarrafada por culpa do código de barras, que para eles equivale a um pecado.

kat/fb

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