Três homens acusados de planejar atentados contra uma sinagoga em Nova York e contra aeronaves militares em uma base aérea nas proximidades compareceram a um tribunal da cidade e foram indiciados nesta quinta-feira.


Os suspeitos foram identificados como sendo James Cromitie, David Williams, Onta Williams e Laguerre Payen. De acordo com o jornal The New York Times, três deles seriam cidadãos americanos e o outro haitiano. Todos eles residem nos EUA.


O suspeito David Williams é preso por policiais em NY / AP

Segundo a promotoria, Cromitie teria lamentado que "o melhor alvo", as Torres Gêmeas do World Trade Center, derrubadas nos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, não estariam mais disponíveis.

O promotor Eric Snyder os descreveu como "homens extremamente violentos" e "desejosos de levar morte aos judeus. Os suspeitos são acusados de planejar, além dos atentados, o uso de armas de destruição em massa em território americano e a compra e o uso de mísseis antiaéreos.

Caso condenados, segundo a promotoria de Nova York, eles podem pegar penas que vão de 25 anos de detenção à prisão perpétua.

Investigação

Os suspeitos teriam planejado detonar explosivos em uma sinagoga do Bronx e lançar mísseis terra-ar modelo Stinger contra aeronaves militares em uma base aérea na cidade de Newburgh, que fica a cerca de 60 km ao norte de Nova York.

Segundo as autoridades americanas, as investigações contra os suspeitos começaram em junho de 2008. Um informante do FBI se encontrou com James Cromitie afirmando pertencer a uma organização terrorista.

Na ocasião, o suspeito teria expressado interesse em fazer parte da organização para "fazer a jihad", e se disse triste com o fato de muitos muçulmanos estarem sendo mortos no Afeganistão e Paquistão por forças americanas.

Munido de equipamentos de áudio e uma câmera escondida, o informante do FBI manteve outros encontros com os suspeitos, que manifestaram interesse em promover ataques contra alvos em Nova York, incluindo a sinagoga e a base aérea.

De acordo com as autoridades, os suspeitos chegaram inclusive a fazer fotos de seus alvos para planejar os atentados. Eles foram presos ao comprar mísseis e explosivos falsos do informante do FBI.

"Os acusados queriam empreender ataques terroristas. Eles selecionaram os alvos e buscaram as armas necessárias para colocar seu plano em prática", afirmou Lev L. Dassin, procurador federal em exercício para o Distrito Sul de Nova York.

"Embora as armas fornecidas pelo informante fossem falsas, os réus achavam que elas eram reais. Eles queriam atacar aviões militares com mísseis terra-ar e destruir uma sinagoga e um centro da comunidade judaica usando explosivos plásticos", disse o procurador.

Leia mais sobre terrorismo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.