Três suecos e um tunisiano são acusados de querer atacar sede do Jyllands-Posten, que publicou charges do profeta Maomé em 2005

A Dinamarca deu início ao julgamento de quatro homens nesta sexta-feira sob acusação de planejarem um ataque terrorista "ao estilo dos de Mumbai" contra os escritórios de um jornal dinamarquês, cuja publicação de charges do profeta Maomé em 2005 indignou muitos muçulmanos.

Plano: Presos cinco suspeitos de planejar ataque a jornal dinamarquês

Os homens, três cidadãos suecos e um tunisiano, declararam-se inocentes de envolvimento no pior plano terrorista na Dinamarca até hoje, negando as alegações de que haviam planejado matar um grande número de pessoas nos escritórios do jornal Jyllands-Posten.

Polícia dinamarquesa faz segurança na entrada de advogados no tribunal de Copenhague
AP
Polícia dinamarquesa faz segurança na entrada de advogados no tribunal de Copenhague
"A nossa percepção é que um número desconhecido de pessoas seriam assassinadas a tiros", disse o promotor-chefe Gyrithe Ulrich à TV2 News, do lado de fora do tribunal em Glostrup, perto de Copenhague.

Jyllands-Posten foi o primeiro jornal a publicar alguns desenhos satirizando o islã em 2005, desencadeando protestos contra interesses dinamarqueses no exterior e motins em países do Oriente Médio, África e Ásia no ano seguinte, nos quais ao menos 50 pessoas morreram.

Inspiração

A polícia da Dinamarca disse que o ataque planejado tinha como modelo um tiroteio de 2008 em Mumbai, quando 10 homens armados paquistaneses mataram 166 pessoas em um ataque de dias em vários pontos importantes da cidade, incluindo dois hotéis e um centro judaico.

Os suspeitos pertenciam ao grupo islâmico Laskhar-e-Taiba (LET), com sede no Paquistão e ligação com redes terroristas internacionais, segundo a polícia.

Começaram a ser julgados em Copenhague, nesta sexta-feira, Mounir Ben Mohamed Dhahri, que é tunisiano, e três cidadãos suecos - Munir Awad, de origem libanesa, Omar Abdalla Aboelazm, nascido na Suécia, e Sahbi Ben Mohamed Zalouti, de origem tunisiana.

Os quatro foram presos em uma operação policial conjunta entre Suécia e Dinamarca nos arredores de Copenhague e Estocolmo, em 29 de dezembro de 2010.

Os quatro se declararam inocentes da acusação principal de terrorismo, mas Dhari se declarou culpado de porte ilegal de armas, o que os outros negaram.

*Com Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.