Acusado por ataque a Mumbai se retrata de confissão e alega tortura policial

Nova Délhi, 17 abr (EFE).- O único terrorista capturado vivo durante o ataque a Mumbai de novembro de 2008 se retratou hoje perante o juiz de sua confissão anterior e alegou ter sido submetido a torturas por parte da Polícia indiana.

EFE |

O paquistanês Mohammed Ajmal Amir conhecido como Kasab compareceu perante o juiz especial M.L. Tahilyani pela primeira vez com a assistência de um advogado defensor, Abbas Kazmi.

Kazmi tinha sido designado ontem para defender Kasab, que foi detido em 26 de novembro de 2008, o primeiro dos três dias de ataque de um comando terrorista à cidade portuária indiana.

O julgamento se desenvolve desde esta semana em uma sala especial da prisão Arthur Road de Mumbai na qual está preso tanto Kasab como os dois indianos detidos também pelo atentado.

Segundo as agências indianas "PTI" e Ians, além de alegar "torturas" para se retratar, o acusado paquistanês afirmou para o juiz que é menor de idade e reivindicou ser julgado de acordo com as leis pertinentes.

A corte desprezou esse pedido e o promotor, Ujjwal Nikam, o acusou de mentir sobre sua idade, que fixou em 21 anos.

O promotor, que apoiou sua argumentação na confissão de Kasab, disse que este havia "admitido que decidiu atacar Mumbai com o objetivo de capturar Caxemira".

A Polícia indiana acusou do último ataque na cidade portuária o grupo separatista caxemiriano com base no Paquistão Lashkar-e-Toiba (LeT).

O Paquistão admitiu que o atentado foi "parcialmente" organizado em seu território e fez sete detenções, entre eles a do comandante do LeT e suposto "cérebro" do ataque, Zakiur Rehman Lakhvi. EFE ja/ma

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