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Acusado em caso da mala detalha rede de corrupção da Venezuela

Miami, 17 out (EFE).- O empresário venezuelano Carlos Kauffmann, um dos acusados no caso da mala, revelou hoje que ele e seu sócio Franklin Durán pagaram subornos e cobraram comissões a funcionários públicos de alto escalão e militares de seu país em troca de negócios.

EFE |

Kauffmann declarou em um tribunal de Miami (EUA) que se transformou, junto com Durán, em uma espécie testa-de-ferro na rede de corrupção da qual, segundo ele, participavam políticos, funcionários e militares.

Em uma das operações mais rentáveis, os sócios ganharam mais de US$ 100 milhões com uma reestruturação de bônus e por isso teriam pagado US$ 25 milhões ao ex-ministro das Finanças da Venezuela Tobías Nobrega e a sua equipe de assessores.

Kauffmann, que se declarou culpado após um acordo com a Procuradoria Federal dos Estados Unidos, detalhou mais de 11 casos de corrupção junto com Durán entre 1998 e 2004.

O acusado descreveu cada caso ao ser interrogado pelo fiscal Thomas Mulvihill, quem perguntou como se beneficiariam no caso da mala, que incluía os US$ 800 mil apreendidos do venezuelano Guido Alejandro Antonini Wilson, na Argentina, em agosto de 2007.

Supostamente, o dinheiro provinha da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) e estava destinado à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, segundo testemunhas da Procuradoria Federal.

"Se resolvêssemos o problema, receberíamos em troca grandes pagamentos", afirmou Kauffmann, enquanto Durán acompanhava atentamente seu depoimento com expressão sombria.

Segundo o depoente, eles também pagaram subornos por uma emissão de bônus do Ministério das Finanças da Venezuela em benefício da Guarda Nacional e receberam comissões por colocar o dinheiro.

Também de acordo com ele, negociaram com os bancos Coro e Federal para depositar o dinheiro dos orçamentos de pelo menos dois Estados venezuelanos, Cojedes e Vargas, em troca de 5% a 10% do total, subornando funcionários públicos.

Durán e Kauffmann também teriam recebido subornos para colocar o dinheiro do estatal Fundo de Garantias Financeiras (Fogade), de um hipódromo e de serviços da internet, em um banco. EFE sob/jp

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