Roma, 9 dez (EFE) - O marroquino Abdelkader Ghafir, um dos detidos na Itália no dia 2 de dezembro por supostamente planejar ações terroristas em Milão, norte da Itália, assegurou hoje que as conversas gravadas pela Polícia italiana nas quais eram descritos os atentados eram uma piada. Eram só brincadeiras ditas ao telefone, não tínhamos intenções sérias nem nenhum projeto concreto, afirmou Ghafir ao depor diante do promotor de Milão Nicola Piacente, segundo a imprensa local. O outro detido, Rachid Ilhami, também marroquino, deve depor amanhã diante do promotor. A Polícia italiana deteve Ilhami, de 42 anos, e Ghafir, de 31, acusados de terrorismo internacional, após interceptar ligações telefônicas entre os dois nas quais planejavam um atentado contra o Duomo (catedral) de Milão. Concretamente, a conversa interceptada pela Polícia ocorreu no dia 16 de outubro à noite e, nela, Abdelkader dizia a Rachid que no Duomo, no Natal, pode-se fazer as pessoas que se encontram em frente (à catedral) explodir. Entendeu?.

Quando perguntado sobre se era melhor gasolina ou metano para fabricar a bomba, Abdelkader respondeu: "Precisamos de uma bomba de gás. Uma vez que ela é jogada contra um muro, tudo explode".

O Duomo de Milão é uma das maiores catedrais góticas do mundo e centro turístico por excelência do norte da Itália. EFE ebp/db

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