Acusado de estupro, Ortega lembra Sandino para se defender

Manágua, 21 fev (EFE).- O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, homenageou o líder nacionalista Augusto César Sandino (1895-1934), no 75º aniversário de seu assassinato, na cidade de Ocotal, próxima à fronteira com Honduras, e usou sua memória para se defender da acusação de estuprar e enteada.

EFE |

Sandino chefiou uma milícia paramilitar que lutou contra a ocupação de tropas americanas na Nicarágua, entre 1927 e 1934, e foi executado em 21 de fevereiro de 1934 por ordem do então ex-presidente Anastasio Somoza García, com quem antes chegara a dar um abraço, como parte de um acordo de paz.

Sandino foi emboscado, após jantar com o então presidente, Juan Bautista Sacasa, que sucedera Somoza.

Ele foi cercado pela Guarda Nacional, que Somoza dirigia, na Lombada de Tiscapa, em Manágua, antiga sede da Presidência.

Daniel Ortega usou este episódio para atacar ex-aliados que deixaram de apoiá-lo, após ele ser acusado de estupro, abusos sexuais e agressões físicas por sua enteada Zoilamérica Narváez, em um processo que ainda corre na Justiça local.

lfp/jp

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